Tomar triste, chora o seu infortúnio.
Tomar histórica, grandiosa no passado, não entende e angustiada sufoca o soluço das suas gentes.
Tomar aguarda ansiosa que olhem por ela e desespera.
A cidade chora com razão e já quase não acredita.
Todos os seus sonhos se desvanecem no correr amargurado do tempo. Dia após dia só ouve promessas e já quase não acredita.
Depois de anos e anos todos os seus sonhos se foram. Resta a amarga realidade de Tomar desprezada e consumida até nos seus mais escondidos recantos.
Tomar chora o seu ente mais querido. O Rio. Chora desconsolada todo o mal que lhe alguns lhe fizeram, sobretudo aqueles que vindo de longe, acolheu no seu seio e tão mal a trataram.
Tomar chora porque não cuidam dela. O fazer mal de muito dos seus cidadãos, filhos queridos da sua alma, transformaram-na e roubaram-lhe o espírito.
Tomar chora os seus monumentos em ruínas e sente no seu ser que lhe destruíram o sangue e os ossos. Que lhe tiraram o prazer de viver.
Tomar chora, porque a vendem pedaço a pedaço.
Tomar chora porque lhe esventram o seu corpo diariamente, violando-a e apagando tantas e tantas recordações de outros tempos gloriosos e inesquecíveis.
Tomar já não aguenta mais os soluços e chora.
Quem sente Tomar e a sua magia tenta minguar esta tristeza que ela sente, a angustia que lhe percorre as entranhas, mas também desespera e em comunhão de alma também chora, juntando o seu lamento ao da própria essência onde vive – o seu Concelho a sua cidade.
Pobre Tomar, como te compreendo que chores
quarta-feira, 4 de Março de 2009
O Concelho e os nossos Políticos
O excesso de ambições pessoais da parte de alguns políticos
que se dizem defensores da imagem da nossa cidade, tem sido um dos grandes problemas para que Tomar não progrida.
O problema destas personagens que se dizem e pensam ser mais tomarenses que os outros, suficientemente puros, com ideias muita precisas repetidas ano após ano, acabam por amordaçar a visibilidade da própria cidade e a discussão dos seus problemas.
Falo em cidade com intenção, pois dos políticos que refiro nem o Concelho na sua totalidade conhecem. Para estes senhores Tomar cinge-se à Praça da Republica.
Caríssimos políticos,
O vosso excesso de ambição pessoal, faz desistir todos aqueles que desejam o melhor para os habitantes do Concelho. Com a vossa visão limitada a pequenos projectos de enriquecimento pessoal só prejudicam quem quer trabalhar por Tomar. Devem servir toda a população no colectivo e não só alguns nichos de interesses. Mas isso é pedir muito, eu sei.
Estes políticos deveriam dar-se conta que estão ao serviço dos cidadãos e não o inverso. São os cidadãos que pagam os impostos, assegurando o bem-estar destes senhores e senhoras.
Penso muito honestamente que parte destes políticos nem se apercebem dos desejos da população e dos seus problemas. Decidem e acabam por tomar atitudes sem se preocupar com o mais importante: Os cidadãos.
Estes políticos acabam por estar só disponíveis num pequeno período de tempo, que se situa antes das eleições.
È mau que isso aconteça.
Sei que é fácil criticar os outros sobretudo se não partilham as nossas ideias, valores ou projectos, mas quem assume o cargo de politico tem que se questionar:
Sendo eu politico quais são as minhas prioridades?
Qual o meu plano de acção?
O meu trabalho deve ser criticado, ou sou infalível?
Se não pensa assim não tem a vocação do verdadeiro político que luta pela sua terra e cuja prioridade deverá ser sempre servir os outros antes de pensar nos seus interesses pessoais.
Por haver políticos que colocam as ambições pessoais acima do interesse publico é que Tomar não passa da “cepa torta”.
Por agora termino, aceitando todas as criticas, mas recordando o velho ditado popular “A carapuça serve a quem a enfia”.
que se dizem defensores da imagem da nossa cidade, tem sido um dos grandes problemas para que Tomar não progrida.
O problema destas personagens que se dizem e pensam ser mais tomarenses que os outros, suficientemente puros, com ideias muita precisas repetidas ano após ano, acabam por amordaçar a visibilidade da própria cidade e a discussão dos seus problemas.
Falo em cidade com intenção, pois dos políticos que refiro nem o Concelho na sua totalidade conhecem. Para estes senhores Tomar cinge-se à Praça da Republica.
Caríssimos políticos,
O vosso excesso de ambição pessoal, faz desistir todos aqueles que desejam o melhor para os habitantes do Concelho. Com a vossa visão limitada a pequenos projectos de enriquecimento pessoal só prejudicam quem quer trabalhar por Tomar. Devem servir toda a população no colectivo e não só alguns nichos de interesses. Mas isso é pedir muito, eu sei.
Estes políticos deveriam dar-se conta que estão ao serviço dos cidadãos e não o inverso. São os cidadãos que pagam os impostos, assegurando o bem-estar destes senhores e senhoras.
Penso muito honestamente que parte destes políticos nem se apercebem dos desejos da população e dos seus problemas. Decidem e acabam por tomar atitudes sem se preocupar com o mais importante: Os cidadãos.
Estes políticos acabam por estar só disponíveis num pequeno período de tempo, que se situa antes das eleições.
È mau que isso aconteça.
Sei que é fácil criticar os outros sobretudo se não partilham as nossas ideias, valores ou projectos, mas quem assume o cargo de politico tem que se questionar:
Sendo eu politico quais são as minhas prioridades?
Qual o meu plano de acção?
O meu trabalho deve ser criticado, ou sou infalível?
Se não pensa assim não tem a vocação do verdadeiro político que luta pela sua terra e cuja prioridade deverá ser sempre servir os outros antes de pensar nos seus interesses pessoais.
Por haver políticos que colocam as ambições pessoais acima do interesse publico é que Tomar não passa da “cepa torta”.
Por agora termino, aceitando todas as criticas, mas recordando o velho ditado popular “A carapuça serve a quem a enfia”.
terça-feira, 27 de Janeiro de 2009
DªMaria Conceição, Sr. Paciência e Dr. Felizardo
A crise
A cena desenrola-se no Mercado Municipal de Tomar, na ultima Sexta-Feira, depois de ser conhecido que os membros do executivo da Câmara PSD e na figura pessoal do seu Presidente anunciaram em conferência de imprensa o combate à crise no Concelho de Tomar.
Personagens da conversa:
D. Maria da Conceição vendedora de hortaliça no mercado.
Sr. Antonio Paciente, comerciante local com porta aberta na Corredoura.
Dr. Felizardo, conhecido por ter muitos conhecimentos e ligação intima com o executivo tomarense no poder.
Tema da conversa: A crise.
O Dr. Felizardo cumprimenta o Sr. Paciente e a jeito de entabular conversa, dirige-se à D. Maria da Conceição:
- Então como está a venda da hortaliça hoje, não me diga que a crise já fez aumentar a mesma?
D. Conceição:
Nem me fale da crise Dr. que a crise já eu conheço neste Mercado há alguns anos.
Estou farta de escutar e dizem-me que o Mercado vai ter novas instalações que os senhores da Câmara vão fazer alguma coisa, que agora é que vai melhorar e veja o estado em que isto está?
Eu na venda nem ganho para pagar o terrado, levanto-me às seis da manhã, chego aqui e olhe…eu que criei esta hortaliça e este mel, com tanto amor não o consigo vender….sobretudo porque as poucas pessoas que aqui passam….nem compram em Tomar… ….vão para fora do nosso Concelho fazer as compras.
O que me leva a vir ainda ao Mercado é acreditar que algo vai mudar e com este dinheirinho tão pouco que ganho, como posso pagar as despesas. Sobretudo agora que me disseram que a água vai aumentar mais 3.1 %.
Eu já li que foi proposto na Assembleia e na Câmara outras medidas, mas o Sr. Presidente da Câmara não aceitou. E agora diz que vai combater a crise.
Ele que vá falar com o Presidente da Junta que bem conhece a nossa situação e com as pessoas da aldeia onde moro que fica logo a saber o que é a crise.
Resposta do Dr. Felizardo:
Não é bem assim. Já sabemos que esta Câmara já lá está há alguns anos, mas agora, este ano é que vai. Vai ver, descobriram maneiras de combater a crise. Este ano vai.
Comentário do Comerciante Sr. Paciente que assiste ao diálogo:
Pudera este ano é ano de eleições. O Sr. Presidente da Câmara nem sabia que existia crise, quando aprovou o Orçamento da Câmara e dos Smas. Num dia não havia crise, no outro descobriu a pólvora: Conferencia de Imprensa com as medidas contra a crise. Ainda não vi nenhuma. Eu que até votei PSD nas ultimas eleições para a Câmara.
Dr. Felizardo: Lá está você, nunca está contente, temos que apertar o cinto, já viu as grandes obras que foram feitas em Tomar. E continuam. Esta Câmara é teimosa, tem ideias fixas.
D. Conceição: Pois isto está mal e sempre para os mesmos. Deviam levantar-se todos os dias ás seis da manhã para trabalhar, conhecer melhor o Concelho, as gentes esquecidas e logo veriam como se combatia a crise.
Comerciante Sr. Paciência:
Ainda se esta Câmara ouvisse alguém. Esperto foi o Engenheiro Paiva porque disso sabe ele, que adivinhando a crise da qual é também responsável se demitiu e foi para outras paragens. Quem cá fique que aguente.
Se os restantes elementos do executivo do seu partido tivessem juízo, tinham feito o mesmo, mas agora ainda tem a lata de vir apresentar medidas contra a crise, quando esta já bateu no fundo do Concelho de Tomar. E olhe que existem pessoas de valor no PSD de Tomar, mas também não lhes ligam. Crise pior não pode haver. Sobretudo de ideias.
D. Maria da Conceição:
E os responsáveis quem são?
Sr. Paciência:
Para mim os mais importantes que conheço são os que governam ou desgovernam a Câmara.
Fizeram ouvidos moucos às propostas que lhes foram apresentando, aprovaram propostas que melhoravam o nosso comércio e a nossa vida, mas depois nada fizeram. E ainda vem falar em crise. Crise anormal em relação aos outros Concelhos já tínhamos, agora temos é uma crise extraordinária.
Esta Câmara tem bons funcionários, com experiência e aptidões mas os que mandam não sabem gerir. Se eu não soubesse gerir as minhas fracas vendas, dos poucos turistas que ainda nos visitam, já tinha morrido à fome e encerrado a porta. È tudo uma questão de gestão e de prioridades na governação, mas isso parece que não existe na Câmara. Pudera o dinheiro também não é deles. Só servem para aumentar as taxas, aplicar coimas a torto e direito e o povo, os comerciantes que se danem. E ainda vem agora falar de medidas contra a crise.
DR. Felizardo:
Vocês já viram as obras que se fizeram:
A Fonte Cibernética – que beleza, foi uma boa gestão e combate a crise.
O Parque atrás da Câmara – Que obra, foi um bom investimento, fora uns problemazitos que surgiram. Mas combate a crise.
Esta ponte nova grandiosa e com largas faixas de rodagem, parece que estamos em Veneza. Serve para fugir mais rapidamente da crise.
O novo estádio Municipal. Tanto verde e com tanta vista. Também combate a crise.
O novo Pavilhão Municipal. Muito bem enquadrado naquela zona, embora meta alguma água. Dinheiro bem investido. Também combate a crise.
Posso garantir que nunca tivemos uma Câmara como esta, garanto.
D. Maria Conceição: Eu só os conheço quando aqui vem em campanhas eleitorais. Não notei nenhuma diferença, só para pior.
Mas se querem falar de crise falem comigo e com os restantes vendedores do mercado que lhe dizemos.
Comerciante Sr. Paciente:
Nasci e fui criado em Tomar, os meus filhos já abalaram para outros Concelhos onde montaram negócio e safam-se apesar da crise, agora eu que continuo a gostar de Tomar e a acreditar não me tornam a enganar.
Se me falam agora em crise, perguntem aos meus colegas de profissão e alguns já fecharam as portas, desde quando é que a crise se agravou em Tomar. Não foi agora por causa dos americanos, da crise financeira mundial, crise já eu conheço há muito e os senhores que mandam na Câmara, nada fizeram e agora ainda tem a lata de vir falar de medidas contra a crise.
Para mim a maior crise foi estarem á frente da Câmara e nada resolverem, porque eu com a 4ª classe sei mais de gestão na minha loja, que eles na Câmara e logo fui eu votar neles.
Para mim a melhor medida contra a crise, era demitirem-se e não voltarem a candidatar-se. Já mostraram que não sabem combater qualquer crise, antes sim provocam-na, tornando-a pior.
Dr. Felizardo: Nem todos se queixam, tenham fé.
E abalou, deixando sós o comerciante Sr. Paciência e D: Conceição.
Comentário do Sr. Paciência no final:
Pudera, a crise a ti nunca chegou. Não sabes o que é isso. Afinal só vens a Tomar de tempos a tempo e quando tens medo de perder o tacho. Antes ficasses lá por Lisboa, pois a mim nunca compraste nada e Dª Conceição veja lá se levou algum mel ou hortaliça.
Dª Conceição: Eu apesar de analfabeta ainda acredito que depois das próximas eleições em Tomar e sobretudo para os habitantes das aldeias do nosso Concelho, a vida pode melhorar.
Sr. Paciência: É ainda o que me mantêm vivo e ainda com a porta aberta. Deus a oiça D. Conceição e venda-me lá um pouco desse mel e alguma hortaliça, porque sei que são produtos tomarenses e assim sempre a ajudo a si e ao Concelho.
Moral da história:
Não nos façam perder tempo com teatros de campanha eleitoral.
A crise combate-se com um boa gestão e acreditando nas pessoas e nas propostas que lhes apresentam, sobretudo ouvindo os outros e trabalhando em equipa.
Quem não sabe gerir a própria Câmara, aproveitando os seus recursos humanos e financeiros, como pode querer combater a crise, parte dela provocada pela má administração destes últimos anos.
A cena desenrola-se no Mercado Municipal de Tomar, na ultima Sexta-Feira, depois de ser conhecido que os membros do executivo da Câmara PSD e na figura pessoal do seu Presidente anunciaram em conferência de imprensa o combate à crise no Concelho de Tomar.
Personagens da conversa:
D. Maria da Conceição vendedora de hortaliça no mercado.
Sr. Antonio Paciente, comerciante local com porta aberta na Corredoura.
Dr. Felizardo, conhecido por ter muitos conhecimentos e ligação intima com o executivo tomarense no poder.
Tema da conversa: A crise.
O Dr. Felizardo cumprimenta o Sr. Paciente e a jeito de entabular conversa, dirige-se à D. Maria da Conceição:
- Então como está a venda da hortaliça hoje, não me diga que a crise já fez aumentar a mesma?
D. Conceição:
Nem me fale da crise Dr. que a crise já eu conheço neste Mercado há alguns anos.
Estou farta de escutar e dizem-me que o Mercado vai ter novas instalações que os senhores da Câmara vão fazer alguma coisa, que agora é que vai melhorar e veja o estado em que isto está?
Eu na venda nem ganho para pagar o terrado, levanto-me às seis da manhã, chego aqui e olhe…eu que criei esta hortaliça e este mel, com tanto amor não o consigo vender….sobretudo porque as poucas pessoas que aqui passam….nem compram em Tomar… ….vão para fora do nosso Concelho fazer as compras.
O que me leva a vir ainda ao Mercado é acreditar que algo vai mudar e com este dinheirinho tão pouco que ganho, como posso pagar as despesas. Sobretudo agora que me disseram que a água vai aumentar mais 3.1 %.
Eu já li que foi proposto na Assembleia e na Câmara outras medidas, mas o Sr. Presidente da Câmara não aceitou. E agora diz que vai combater a crise.
Ele que vá falar com o Presidente da Junta que bem conhece a nossa situação e com as pessoas da aldeia onde moro que fica logo a saber o que é a crise.
Resposta do Dr. Felizardo:
Não é bem assim. Já sabemos que esta Câmara já lá está há alguns anos, mas agora, este ano é que vai. Vai ver, descobriram maneiras de combater a crise. Este ano vai.
Comentário do Comerciante Sr. Paciente que assiste ao diálogo:
Pudera este ano é ano de eleições. O Sr. Presidente da Câmara nem sabia que existia crise, quando aprovou o Orçamento da Câmara e dos Smas. Num dia não havia crise, no outro descobriu a pólvora: Conferencia de Imprensa com as medidas contra a crise. Ainda não vi nenhuma. Eu que até votei PSD nas ultimas eleições para a Câmara.
Dr. Felizardo: Lá está você, nunca está contente, temos que apertar o cinto, já viu as grandes obras que foram feitas em Tomar. E continuam. Esta Câmara é teimosa, tem ideias fixas.
D. Conceição: Pois isto está mal e sempre para os mesmos. Deviam levantar-se todos os dias ás seis da manhã para trabalhar, conhecer melhor o Concelho, as gentes esquecidas e logo veriam como se combatia a crise.
Comerciante Sr. Paciência:
Ainda se esta Câmara ouvisse alguém. Esperto foi o Engenheiro Paiva porque disso sabe ele, que adivinhando a crise da qual é também responsável se demitiu e foi para outras paragens. Quem cá fique que aguente.
Se os restantes elementos do executivo do seu partido tivessem juízo, tinham feito o mesmo, mas agora ainda tem a lata de vir apresentar medidas contra a crise, quando esta já bateu no fundo do Concelho de Tomar. E olhe que existem pessoas de valor no PSD de Tomar, mas também não lhes ligam. Crise pior não pode haver. Sobretudo de ideias.
D. Maria da Conceição:
E os responsáveis quem são?
Sr. Paciência:
Para mim os mais importantes que conheço são os que governam ou desgovernam a Câmara.
Fizeram ouvidos moucos às propostas que lhes foram apresentando, aprovaram propostas que melhoravam o nosso comércio e a nossa vida, mas depois nada fizeram. E ainda vem falar em crise. Crise anormal em relação aos outros Concelhos já tínhamos, agora temos é uma crise extraordinária.
Esta Câmara tem bons funcionários, com experiência e aptidões mas os que mandam não sabem gerir. Se eu não soubesse gerir as minhas fracas vendas, dos poucos turistas que ainda nos visitam, já tinha morrido à fome e encerrado a porta. È tudo uma questão de gestão e de prioridades na governação, mas isso parece que não existe na Câmara. Pudera o dinheiro também não é deles. Só servem para aumentar as taxas, aplicar coimas a torto e direito e o povo, os comerciantes que se danem. E ainda vem agora falar de medidas contra a crise.
DR. Felizardo:
Vocês já viram as obras que se fizeram:
A Fonte Cibernética – que beleza, foi uma boa gestão e combate a crise.
O Parque atrás da Câmara – Que obra, foi um bom investimento, fora uns problemazitos que surgiram. Mas combate a crise.
Esta ponte nova grandiosa e com largas faixas de rodagem, parece que estamos em Veneza. Serve para fugir mais rapidamente da crise.
O novo estádio Municipal. Tanto verde e com tanta vista. Também combate a crise.
O novo Pavilhão Municipal. Muito bem enquadrado naquela zona, embora meta alguma água. Dinheiro bem investido. Também combate a crise.
Posso garantir que nunca tivemos uma Câmara como esta, garanto.
D. Maria Conceição: Eu só os conheço quando aqui vem em campanhas eleitorais. Não notei nenhuma diferença, só para pior.
Mas se querem falar de crise falem comigo e com os restantes vendedores do mercado que lhe dizemos.
Comerciante Sr. Paciente:
Nasci e fui criado em Tomar, os meus filhos já abalaram para outros Concelhos onde montaram negócio e safam-se apesar da crise, agora eu que continuo a gostar de Tomar e a acreditar não me tornam a enganar.
Se me falam agora em crise, perguntem aos meus colegas de profissão e alguns já fecharam as portas, desde quando é que a crise se agravou em Tomar. Não foi agora por causa dos americanos, da crise financeira mundial, crise já eu conheço há muito e os senhores que mandam na Câmara, nada fizeram e agora ainda tem a lata de vir falar de medidas contra a crise.
Para mim a maior crise foi estarem á frente da Câmara e nada resolverem, porque eu com a 4ª classe sei mais de gestão na minha loja, que eles na Câmara e logo fui eu votar neles.
Para mim a melhor medida contra a crise, era demitirem-se e não voltarem a candidatar-se. Já mostraram que não sabem combater qualquer crise, antes sim provocam-na, tornando-a pior.
Dr. Felizardo: Nem todos se queixam, tenham fé.
E abalou, deixando sós o comerciante Sr. Paciência e D: Conceição.
Comentário do Sr. Paciência no final:
Pudera, a crise a ti nunca chegou. Não sabes o que é isso. Afinal só vens a Tomar de tempos a tempo e quando tens medo de perder o tacho. Antes ficasses lá por Lisboa, pois a mim nunca compraste nada e Dª Conceição veja lá se levou algum mel ou hortaliça.
Dª Conceição: Eu apesar de analfabeta ainda acredito que depois das próximas eleições em Tomar e sobretudo para os habitantes das aldeias do nosso Concelho, a vida pode melhorar.
Sr. Paciência: É ainda o que me mantêm vivo e ainda com a porta aberta. Deus a oiça D. Conceição e venda-me lá um pouco desse mel e alguma hortaliça, porque sei que são produtos tomarenses e assim sempre a ajudo a si e ao Concelho.
Moral da história:
Não nos façam perder tempo com teatros de campanha eleitoral.
A crise combate-se com um boa gestão e acreditando nas pessoas e nas propostas que lhes apresentam, sobretudo ouvindo os outros e trabalhando em equipa.
Quem não sabe gerir a própria Câmara, aproveitando os seus recursos humanos e financeiros, como pode querer combater a crise, parte dela provocada pela má administração destes últimos anos.
sábado, 13 de Setembro de 2008
Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo
Esta frase de Eça de Queiroz, ilustre escritor português, retrata bem o quotidiano do nosso dia a dia e os longos já anos (demais) que os mesmos políticos estão na Câmara de Tomar.
São sempre os mesmos, fazem sempre o mesmo, prometem muito mas não cumprem quase nada.
Escutam “atentamente” em altura de eleições o cidadão anónimo, apalpam ao de leve os problemas na cidade e nas restantes povoações do Concelho, mas não passam disso.
Eu particularmente estou farto. Digo farto e com razão porque nestes últimos três anos, tenho tido a oportunidade de mais de perto ver a actuação de alguns tipos de políticos.
Segundo alguns dados que recolhi e sujeitos sempre a uma análise mais apurada 95 % da população Tomarense não sabe as funções do Presidente da Câmara e da restante vereação. Infelizmente também não se preocupa com isso, pois o efeito de cidadania e participação tem que partir dos que lá estão.
Dir-me-ão, mas também foste eleito para membro da Assembleia Municipal! Pois fui e se não fosse teimoso, com ideias muito precisas sobre o que penso para o futuro de Tomar, já teria pedido a demissão.
Aliás, alguns dos que se encontram naquelas Assembleias, assim o desejavam, mas não lhes dou esse prazer. Tem que me ouvir até que o meu mandato acabe. Embora me sinta a remar contra a maré.
Outra estatística interessante:
95 % das propostas apresentadas pela oposição, nunca foram aprovadas, não por falta de mérito, mas eram dos outros que colocam questões. Das restantes 5%, aprovadas, 3 % nunca passaram à prática. As outras 2 % foram feitas mas como se fossem da iniciativa da própria Câmara. Valha-nos isso.
Não me julguem mal. Não estou contra só por me apetecer e ser da minha natureza.
Antes pelo contrário, o meu lema foi e será sempre o mesmo: Distinguir ataques políticos de ataques pessoais, pois respeito o politico como pessoa, embora muitas vezes pela sua atitude não o mereça.
Saber utilizar a ética e cultivar a cidadania, em prol do Concelho que amo.
Se alguma vez o não fiz nos meus escritos as minhas desculpas, mas para mim continua como lapidar a frase de Eça Queiroz.
Políticos e fraldas devem ser mudadas de tempos em tempos.
Alguns dos que lá tem estado e outros ainda estão já demonstraram publicamente os seus dotes de governantes. Só tem feito…m………
Para terminar, o povo que decida.
Eu começo a estar farta destes políticos e destas fraldas.
Ao vosso dispor
São sempre os mesmos, fazem sempre o mesmo, prometem muito mas não cumprem quase nada.
Escutam “atentamente” em altura de eleições o cidadão anónimo, apalpam ao de leve os problemas na cidade e nas restantes povoações do Concelho, mas não passam disso.
Eu particularmente estou farto. Digo farto e com razão porque nestes últimos três anos, tenho tido a oportunidade de mais de perto ver a actuação de alguns tipos de políticos.
Segundo alguns dados que recolhi e sujeitos sempre a uma análise mais apurada 95 % da população Tomarense não sabe as funções do Presidente da Câmara e da restante vereação. Infelizmente também não se preocupa com isso, pois o efeito de cidadania e participação tem que partir dos que lá estão.
Dir-me-ão, mas também foste eleito para membro da Assembleia Municipal! Pois fui e se não fosse teimoso, com ideias muito precisas sobre o que penso para o futuro de Tomar, já teria pedido a demissão.
Aliás, alguns dos que se encontram naquelas Assembleias, assim o desejavam, mas não lhes dou esse prazer. Tem que me ouvir até que o meu mandato acabe. Embora me sinta a remar contra a maré.
Outra estatística interessante:
95 % das propostas apresentadas pela oposição, nunca foram aprovadas, não por falta de mérito, mas eram dos outros que colocam questões. Das restantes 5%, aprovadas, 3 % nunca passaram à prática. As outras 2 % foram feitas mas como se fossem da iniciativa da própria Câmara. Valha-nos isso.
Não me julguem mal. Não estou contra só por me apetecer e ser da minha natureza.
Antes pelo contrário, o meu lema foi e será sempre o mesmo: Distinguir ataques políticos de ataques pessoais, pois respeito o politico como pessoa, embora muitas vezes pela sua atitude não o mereça.
Saber utilizar a ética e cultivar a cidadania, em prol do Concelho que amo.
Se alguma vez o não fiz nos meus escritos as minhas desculpas, mas para mim continua como lapidar a frase de Eça Queiroz.
Políticos e fraldas devem ser mudadas de tempos em tempos.
Alguns dos que lá tem estado e outros ainda estão já demonstraram publicamente os seus dotes de governantes. Só tem feito…m………
Para terminar, o povo que decida.
Eu começo a estar farta destes políticos e destas fraldas.
Ao vosso dispor
quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
O SENHOR JEITINHO
Todos o conhecem, mas ninguém o chateia. O Sr. Jeitinho da Silva está bem acomodado na vida. Pudera.
Vive dos jeitinhos.
Mas se os jeitinhos não fossem para prejudicar uns e beneficiar outros a história até não estaria mal.
Conhecem o Sr. Jeitinho?
Ele é manhoso, sábio, oportunista. Sabe movimentar-se bem no meio dos senhores engravatados no poder e nas aldeias onde se desloca à vontade em mangas de camisa e falando a língua local.
O Sr. não me poderia dar um jeitinho no processo?
Então quando é que eu tenho as máquinas, dê lá um jeitinho.
Todos conhecem o Sr. Jeitinho da Silva.
Este Sr. tem conseguido aguentar anos e anos e nunca mais se perde o hábito de quando algo está atrasado ou precisa de um empurrão, lá vem a célebre frase:
Dê lá um jeitinho.
Pensam que o Sr. Jeitinho não recebe pelos seus serviços?
Recebe a duplicar e a triplicar. Os jeitinhos que faz já os tem no ordenado todos os meses.
Mas nós, lá continuamos a alimentar o Sr. Jeitinho e este fado nunca mais acaba.
Determinada obra não pode ser feita naquele lugar ou daquela forma, mas falando ao Sr. Jeitinho da Silva sempre se dá um jeito.
Outras situações que temos por direito próprio e já pagámos oficialmente por elas, não andam nem desandam e lá entra novamente em cena o Sr. Jeitinho.
Tomar está cheio destes senhores que são alimentados por todos nós.
Quando morrerá o Sr. Jeitinho da Silva ou se reformará?
Resposta óbvia, quando nós quisermos.
E assim continua o Sr. Jeitinho a funcionar, nos serviços públicos, nas empresas, na nossa vida diária.
Até quando?
A verdade é que essa cultura de dar um "jeitinho" tão enraizada está, que é um problema desde os primórdios de nossa existência, com governantes que gostam de fazer jeitinhos, que sempre teve a elite como privilegiada e remetem ao resto da população a única e exclusiva opção de dar um "jeitinho" para poder resolver alguns assuntos da sua vida. Visando a luta por melhorias gerais, temos que nos unir e reivindicar nossos direitos, cobrar dos que governam as suas promessas de campanha eleitoral e principalmente suscitar em nós o espírito de valorização social, pois com ideais e analisando as situações o povo se torna forte perante as mazelas e os jeitinhos de alguns dos seus representantes.
Vive dos jeitinhos.
Mas se os jeitinhos não fossem para prejudicar uns e beneficiar outros a história até não estaria mal.
Conhecem o Sr. Jeitinho?
Ele é manhoso, sábio, oportunista. Sabe movimentar-se bem no meio dos senhores engravatados no poder e nas aldeias onde se desloca à vontade em mangas de camisa e falando a língua local.
O Sr. não me poderia dar um jeitinho no processo?
Então quando é que eu tenho as máquinas, dê lá um jeitinho.
Todos conhecem o Sr. Jeitinho da Silva.
Este Sr. tem conseguido aguentar anos e anos e nunca mais se perde o hábito de quando algo está atrasado ou precisa de um empurrão, lá vem a célebre frase:
Dê lá um jeitinho.
Pensam que o Sr. Jeitinho não recebe pelos seus serviços?
Recebe a duplicar e a triplicar. Os jeitinhos que faz já os tem no ordenado todos os meses.
Mas nós, lá continuamos a alimentar o Sr. Jeitinho e este fado nunca mais acaba.
Determinada obra não pode ser feita naquele lugar ou daquela forma, mas falando ao Sr. Jeitinho da Silva sempre se dá um jeito.
Outras situações que temos por direito próprio e já pagámos oficialmente por elas, não andam nem desandam e lá entra novamente em cena o Sr. Jeitinho.
Tomar está cheio destes senhores que são alimentados por todos nós.
Quando morrerá o Sr. Jeitinho da Silva ou se reformará?
Resposta óbvia, quando nós quisermos.
E assim continua o Sr. Jeitinho a funcionar, nos serviços públicos, nas empresas, na nossa vida diária.
Até quando?
A verdade é que essa cultura de dar um "jeitinho" tão enraizada está, que é um problema desde os primórdios de nossa existência, com governantes que gostam de fazer jeitinhos, que sempre teve a elite como privilegiada e remetem ao resto da população a única e exclusiva opção de dar um "jeitinho" para poder resolver alguns assuntos da sua vida. Visando a luta por melhorias gerais, temos que nos unir e reivindicar nossos direitos, cobrar dos que governam as suas promessas de campanha eleitoral e principalmente suscitar em nós o espírito de valorização social, pois com ideais e analisando as situações o povo se torna forte perante as mazelas e os jeitinhos de alguns dos seus representantes.
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Publicado no Jornal "Cidade de Tomar"
segunda-feira, 28 de Julho de 2008
20 % DA POPULAÇÃO TOMARENSE TRABALHA DE GRAÇA
Quem corre por gosto, não cansa
Não se trata de um erro de aritmética ou de dados incorrectos de alguma fonte estatística.
20% da população activa tomarense trabalha de graça.
Certamente o prezado leitor já foi a alguma festa tradicional de uma aldeia tomarense ou qualquer outra organizada por uma Colectividade quer da cidade de Tomar quer das Freguesias que a compõem.
Agora pergunto?
Já reparou na quantidade de pessoas que ali trabalham, para os servir quer nos costumados pesticos quer nas demais actividades que se desenrolam normalmente nestas festividades?
Matematicamente já pensou quantas actividades destas se fazem todos os anos e por quantos são organizadas e nelas trabalham de graça.
Já tomou nota que em qualquer destas festas ou actividades, embora exista a tradição das efectuar, por herança dos seus antepassados elas servem para conseguir verbas, que de outro modo nunca lhes chega para obras, actividades sociais, etc.
Estas pessoas quase sempre passam despercebidas, são esquecidas todos os anos e não deveria ser assim.
Este fim de semana houve a festa religiosa na aldeia onde nasci e mais uma vez me questionei porque ainda existem pessoas que trabalham de graça, para o bem estar de uma comunidade.
Na próxima semana vai haver outra festa promovida pela Associação local das pessoas do Rancho e vão ser novamente dezenas de pessoas a trabalhar de graça, tentando arranjar algum capital e criarem actividades para os mais novos. Novamente de graça.
Diz o ditado popular, que quem corre por gosto não cansa, mas daqui a alguns anos continuará a manter-se esta situação?
Não está em questão as pessoas quererem trabalhar de graça, mas deveriam contar com mais apoio daqueles ou das entidades que tem a obrigação de o fazer.
Estas pessoas substituem outras que ganhando deveriam estar mais atentas às responsabilidades sociais que assumiram.
Mas as pessoas continuam a trabalhar de graça, porque os projectos das aldeias, da cidade, do concelho onde nasceram ou vivem precisam e sempre foi assim.
Muito do trabalho de graça que dão, serve para efectuar obras ou actividades cuja responsabilidade outras entidades são obrigadas ou deveriam fazer.
Bem hajam estas pessoas embora quase sempre sejam esquecidas.
Termino este artigo, relembrando algum leitor mais céptico da percentagem de pessoas a trabalhar de graça, que faça as contas ao número de colectividades, organizações civis e religiosas que anualmente promovem estas actividades.
Se calhar vão ter uma surpresa e o número é bem mais alto.
Já agora aproveito para relembrar aos que se esquecem desta riqueza humana, quase sempre ignorada nos relatórios oficiais, que da próxima vez que distribuírem os chamados “subsídios ou apoios”, que façam a experiência de trabalhar de graça em prol da comunidade que se dizem pertencer nos seus discursos e depois talvez dêem mais valor a estas pessoas, a estas iniciativas.
Talvez assim se trabalharem de graça, não se esqueçam daqueles que o fazem sempre a bem da sua terra e das suas gentes.
Não se trata de um erro de aritmética ou de dados incorrectos de alguma fonte estatística.
20% da população activa tomarense trabalha de graça.
Certamente o prezado leitor já foi a alguma festa tradicional de uma aldeia tomarense ou qualquer outra organizada por uma Colectividade quer da cidade de Tomar quer das Freguesias que a compõem.
Agora pergunto?
Já reparou na quantidade de pessoas que ali trabalham, para os servir quer nos costumados pesticos quer nas demais actividades que se desenrolam normalmente nestas festividades?
Matematicamente já pensou quantas actividades destas se fazem todos os anos e por quantos são organizadas e nelas trabalham de graça.
Já tomou nota que em qualquer destas festas ou actividades, embora exista a tradição das efectuar, por herança dos seus antepassados elas servem para conseguir verbas, que de outro modo nunca lhes chega para obras, actividades sociais, etc.
Estas pessoas quase sempre passam despercebidas, são esquecidas todos os anos e não deveria ser assim.
Este fim de semana houve a festa religiosa na aldeia onde nasci e mais uma vez me questionei porque ainda existem pessoas que trabalham de graça, para o bem estar de uma comunidade.
Na próxima semana vai haver outra festa promovida pela Associação local das pessoas do Rancho e vão ser novamente dezenas de pessoas a trabalhar de graça, tentando arranjar algum capital e criarem actividades para os mais novos. Novamente de graça.
Diz o ditado popular, que quem corre por gosto não cansa, mas daqui a alguns anos continuará a manter-se esta situação?
Não está em questão as pessoas quererem trabalhar de graça, mas deveriam contar com mais apoio daqueles ou das entidades que tem a obrigação de o fazer.
Estas pessoas substituem outras que ganhando deveriam estar mais atentas às responsabilidades sociais que assumiram.
Mas as pessoas continuam a trabalhar de graça, porque os projectos das aldeias, da cidade, do concelho onde nasceram ou vivem precisam e sempre foi assim.
Muito do trabalho de graça que dão, serve para efectuar obras ou actividades cuja responsabilidade outras entidades são obrigadas ou deveriam fazer.
Bem hajam estas pessoas embora quase sempre sejam esquecidas.
Termino este artigo, relembrando algum leitor mais céptico da percentagem de pessoas a trabalhar de graça, que faça as contas ao número de colectividades, organizações civis e religiosas que anualmente promovem estas actividades.
Se calhar vão ter uma surpresa e o número é bem mais alto.
Já agora aproveito para relembrar aos que se esquecem desta riqueza humana, quase sempre ignorada nos relatórios oficiais, que da próxima vez que distribuírem os chamados “subsídios ou apoios”, que façam a experiência de trabalhar de graça em prol da comunidade que se dizem pertencer nos seus discursos e depois talvez dêem mais valor a estas pessoas, a estas iniciativas.
Talvez assim se trabalharem de graça, não se esqueçam daqueles que o fazem sempre a bem da sua terra e das suas gentes.
sábado, 5 de Julho de 2008
CARTA ABERTA AOS CIDADÃOS TOMARENSES
Vou começar por referir que embora não gosta da palavra censura, pois numa outra época ela tinha um efeito atentatório da liberdade, hoje terei que a utilizar noutro sentido – Censurar, como acto de condenação de atitudes, critica e fazer reparos ao executivo camarário.
Não o faço de animo leve,
Hoje, utilizo esta palavra – Censura, porque já chega. Basta. Faço-o com a consciência tranquila, olhos nos olhos, como tem sido meu hábito nesta Assembleia ou em qualquer outro lugar.
Nunca gostei de mandar recados e as minhas responsabilidades sempre as assumi, já não podendo dizer o mesmo de V.Ex.cias, senhores do executivo tomarense.
Não venho aqui com a intenção de vos apresentar qualquer argumentário político, mas sim relembrar o que têm feito de prejudicial para o nosso Concelho e que vos temos alertado para tal, embora sem efeito nenhum na consciência e actos de V: Excias.
Vou tentar ser o mais claro possível na minha intervenção e em alguns pontos, que vou resumir a 10, sintesar o motivo desta moção de censura:
Chamarei a esses pontos,
As 10 trapalhadas do executivo que tramam e tramaram o Povo Tomarense.
1. Situação financeira da Câmara
O tratamento que o executivo está dar à situação financeira da Câmara tem vindo a conduzir ao aumento da divida, que já não é controlável, o que demonstra a incapacidade de gestão e coloca em perigo o futuro da autonomia da Autarquia. O rácio dos passivos financeiros sobre as receitas de capital duplicou em 10 anos, passando de 10,2% em 1998 para 22,04%, representando que hoje estamos mais ENDIVIDADOS que há 10 anos;
2. As verbas que são dispendidas a belo prazer por este executivo em maus planos e que são a imagem de marca de todos estes anos de gestão desta Câmara é a absoluta incapacidade, incompetência e atavismo na resolução dos problemas municipais. Entre 2005 e 2007 a LIQUIDEZ do Município baixou de 25,15% para 15,75%, o que piora a sua capacidade para honrar em tempo os seus compromissos
3.
Este é o mandato em que os pedidos de informação, escritos e orais, da Oposição, ficam sem resposta, semanas a fio, quando a lei fala em 15 dias.
4.
Cientes de que toda a pergunta tem uma resposta, sabemos também que a resposta da Maioria, é tudo terem feito em nome dos superiores interesses do concelho, e que todo aquele que duvida e questiona não é seguramente a favor do concelho mas sim contra ele.
Deixem de olhar só para o vosso umbigo.
5.
De facto, os mandatos deste executivo na Câmara mais não fizeram do que acentuar um
modelo governativo caracterizado pela falta de transparência e de diálogo, pela mentira, pelo clientelismo, pelo
Caciquismo, pelo nepotismo. Política é política, trabalho é trabalho, amizade é amizade, isso são valores que os membros eleitos pelo povo de qualquer instituição pública não devem nem podem descorar.
6.
É um executivo cansado e sem ideias. Foram mais quatro anos perdidos. Tem sido um executivo caracterizado pelos projectos sem sucesso
Não revelam capacidade para a resolução dos problemas de fundo.
a) São medidas completamente vazias e sem sentido da realidade. Ao longo dos últimos anos assistiu-se a uma total falta de capacidade da Câmara, enquanto primeira entidade responsável, de ter o mínimo de actuação ou sequer influência que não negativa, no desenvolvimento económico, no incentivo ao investimento, no apoio ao comércio, na promoção do turismo, ou em qualquer outro sector de progresso do concelho.
7.
Gasta-se dinheiro ou desvia-se em intervenções de fachada, como é o caso das rotundas, da celebre fonte enquanto os credores, entre eles numerosas pequenas empresas às quais a actual Câmara tem vindo a contrair dívida desde o início do mandato, continuam à espera, ou seja, a ver navios".
As freguesias rurais são desprezadas, o parque auto da Câmara não existe ou não funciona, as atitudes perante os Presidentes de Junta são de alheamento e de abandono, ou de falsas promessas. Percebe-se assim que a principal lacuna dos trabalhos a efectuar nas Freguesias advém do não investimento em novos equipamentos, pelo que não pode deixar o PS de tomar devida nota desta atitude de mais de 10 anos de degradação do Parque de Máquinas da Câmara
8.
Esta Câmara esta a asfixiar financeiramente o Concelho de Tomar e hoje temos mais dificuldade em PAGAR o que devemos, comprovado pelo rácio de amortização+juros de dívidas ter passado de 5,88% em 1998 para 9,53% em 2007.
9.
A maioria PSD na câmara de Tomar continua a mostrar que não sabe quais são as verdadeiras prioridades e necessidades de Tomar e dos tomarenses. Esta recente intenção de querer retirar dinheiro aos arranjos na Estrada Nacional 110 é disso mais um acabado exemplo.
10.
Para todas as obras verdadeiramente importantes a Câmara diz não ter dinheiro, quando afinal o esbanja continuamente em obras mal planeadas, fúteis e duvidosas, o que, sem que vejam os munícipes obra para tal, endividou o Município monstruosamente, sendo a verdadeira dimensão dessa dívida, pouco clara.
Para terminar digo basta. Tenham um pouco de bom senso e aceitem esta moção de censura, não como mais um discurso de oposição, mas sim um relembrar e a analise das vossas atitudes, que não são só condenáveis por este grupo municipal, ou este deputado que vos fala, mas sim por tomarenses que como a maioria de vocês gosta de Tomar.
Aceitar os erros, é próprio dos grandes homens e governantes, resta saber se efectivamente os temos em Tomar.
A ver vamos.
Não o faço de animo leve,
Hoje, utilizo esta palavra – Censura, porque já chega. Basta. Faço-o com a consciência tranquila, olhos nos olhos, como tem sido meu hábito nesta Assembleia ou em qualquer outro lugar.
Nunca gostei de mandar recados e as minhas responsabilidades sempre as assumi, já não podendo dizer o mesmo de V.Ex.cias, senhores do executivo tomarense.
Não venho aqui com a intenção de vos apresentar qualquer argumentário político, mas sim relembrar o que têm feito de prejudicial para o nosso Concelho e que vos temos alertado para tal, embora sem efeito nenhum na consciência e actos de V: Excias.
Vou tentar ser o mais claro possível na minha intervenção e em alguns pontos, que vou resumir a 10, sintesar o motivo desta moção de censura:
Chamarei a esses pontos,
As 10 trapalhadas do executivo que tramam e tramaram o Povo Tomarense.
1. Situação financeira da Câmara
O tratamento que o executivo está dar à situação financeira da Câmara tem vindo a conduzir ao aumento da divida, que já não é controlável, o que demonstra a incapacidade de gestão e coloca em perigo o futuro da autonomia da Autarquia. O rácio dos passivos financeiros sobre as receitas de capital duplicou em 10 anos, passando de 10,2% em 1998 para 22,04%, representando que hoje estamos mais ENDIVIDADOS que há 10 anos;
2. As verbas que são dispendidas a belo prazer por este executivo em maus planos e que são a imagem de marca de todos estes anos de gestão desta Câmara é a absoluta incapacidade, incompetência e atavismo na resolução dos problemas municipais. Entre 2005 e 2007 a LIQUIDEZ do Município baixou de 25,15% para 15,75%, o que piora a sua capacidade para honrar em tempo os seus compromissos
3.
Este é o mandato em que os pedidos de informação, escritos e orais, da Oposição, ficam sem resposta, semanas a fio, quando a lei fala em 15 dias.
4.
Cientes de que toda a pergunta tem uma resposta, sabemos também que a resposta da Maioria, é tudo terem feito em nome dos superiores interesses do concelho, e que todo aquele que duvida e questiona não é seguramente a favor do concelho mas sim contra ele.
Deixem de olhar só para o vosso umbigo.
5.
De facto, os mandatos deste executivo na Câmara mais não fizeram do que acentuar um
modelo governativo caracterizado pela falta de transparência e de diálogo, pela mentira, pelo clientelismo, pelo
Caciquismo, pelo nepotismo. Política é política, trabalho é trabalho, amizade é amizade, isso são valores que os membros eleitos pelo povo de qualquer instituição pública não devem nem podem descorar.
6.
É um executivo cansado e sem ideias. Foram mais quatro anos perdidos. Tem sido um executivo caracterizado pelos projectos sem sucesso
Não revelam capacidade para a resolução dos problemas de fundo.
a) São medidas completamente vazias e sem sentido da realidade. Ao longo dos últimos anos assistiu-se a uma total falta de capacidade da Câmara, enquanto primeira entidade responsável, de ter o mínimo de actuação ou sequer influência que não negativa, no desenvolvimento económico, no incentivo ao investimento, no apoio ao comércio, na promoção do turismo, ou em qualquer outro sector de progresso do concelho.
7.
Gasta-se dinheiro ou desvia-se em intervenções de fachada, como é o caso das rotundas, da celebre fonte enquanto os credores, entre eles numerosas pequenas empresas às quais a actual Câmara tem vindo a contrair dívida desde o início do mandato, continuam à espera, ou seja, a ver navios".
As freguesias rurais são desprezadas, o parque auto da Câmara não existe ou não funciona, as atitudes perante os Presidentes de Junta são de alheamento e de abandono, ou de falsas promessas. Percebe-se assim que a principal lacuna dos trabalhos a efectuar nas Freguesias advém do não investimento em novos equipamentos, pelo que não pode deixar o PS de tomar devida nota desta atitude de mais de 10 anos de degradação do Parque de Máquinas da Câmara
8.
Esta Câmara esta a asfixiar financeiramente o Concelho de Tomar e hoje temos mais dificuldade em PAGAR o que devemos, comprovado pelo rácio de amortização+juros de dívidas ter passado de 5,88% em 1998 para 9,53% em 2007.
9.
A maioria PSD na câmara de Tomar continua a mostrar que não sabe quais são as verdadeiras prioridades e necessidades de Tomar e dos tomarenses. Esta recente intenção de querer retirar dinheiro aos arranjos na Estrada Nacional 110 é disso mais um acabado exemplo.
10.
Para todas as obras verdadeiramente importantes a Câmara diz não ter dinheiro, quando afinal o esbanja continuamente em obras mal planeadas, fúteis e duvidosas, o que, sem que vejam os munícipes obra para tal, endividou o Município monstruosamente, sendo a verdadeira dimensão dessa dívida, pouco clara.
Para terminar digo basta. Tenham um pouco de bom senso e aceitem esta moção de censura, não como mais um discurso de oposição, mas sim um relembrar e a analise das vossas atitudes, que não são só condenáveis por este grupo municipal, ou este deputado que vos fala, mas sim por tomarenses que como a maioria de vocês gosta de Tomar.
Aceitar os erros, é próprio dos grandes homens e governantes, resta saber se efectivamente os temos em Tomar.
A ver vamos.
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